Por algum tempo eu confundi consciência com distância.

Achei que, ao enxergar mais, eu precisaria me afastar de tudo. Das pessoas, das histórias, das falhas alheias, das limitações humanas. Como se a Luz fosse uma torre, e não um caminho.

Mas a Luz verdadeira não nos transforma em juízes frios da vida dos outros.

Ela nos ensina a enxergar.

Enxergar não significa aceitar tudo. Não significa permanecer onde há destruição. Não significa confundir amor com ausência de limites.

Enxergar significa compreender que cada pessoa também carrega suas quedas, suas cegueiras, suas tentativas de sobreviver ao que não conseguiu elaborar.

A consciência amadurecida não endurece o coração. Ela apenas deixa de romantizar aquilo que fere.

Foi assim que aprendi que voltar para a Luz não era sair do mundo. Era deixar de olhar para o mundo com os olhos feridos do ego.

A Luz não me afastou das pessoas.

Ela me ensinou a vê-las com verdade, limites e misericórdia.