Ainda estou voltando para casa.

Essa frase não é uma confissão de fracasso. É uma forma de honestidade.

Durante muito tempo, eu imaginei que o retorno fosse um ponto de chegada, uma espécie de lugar definitivo onde todas as perguntas se calariam e a alma finalmente descansaria sem oscilar.

Hoje compreendo de outro modo.

O retorno também é caminho.

Há dias em que a fé parece clara. Há dias em que a alma precisa ser lembrada, com paciência, de que a Luz continua chamando. Há dias em que antigas distrações tentam parecer abrigo. Há dias em que o silêncio de Deus nos ensina mais do que qualquer resposta imediata.

Voltar para casa é escolher, de novo e de novo, não se abandonar.

É reconhecer quando nos afastamos. É pedir direção. É aprender a escutar. É permitir que a verdade não seja apenas conhecida, mas vivida.

Não escrevi A Volta para Casa como alguém que chegou.

Escrevi como alguém que continua caminhando, carregando uma lanterna acesa para quem também procura o caminho.