Há nomes que chegam depois da experiência.
Antes de compreender qualquer conceito, antes de organizar leituras, antes de encontrar palavras mais antigas que eu, já havia em mim uma sensação: a de que a alma humana carrega uma saudade da Luz.
Sophia apareceu como linguagem para essa saudade.
Não como fuga. Não como fantasia. Não como substituição da fé. Mas como um espelho simbólico para aquilo que muitas vezes sentimos sem conseguir explicar: a queda, o esquecimento, a busca, o pedido de retorno.
Todos somos, em alguma medida, essa parte que se afastou e ainda deseja voltar.
Todos conhecemos a confusão de tentar encontrar fora aquilo que só pode ser reencontrado na presença. Todos já confundimos desejo com direção, ruído com verdade, intensidade com amor.
Sophia me ajudou a olhar para a alma como alguém que precisa ser chamada com ternura, não condenada com dureza.
Porque a verdade que liberta não humilha. Ela ilumina.
E quando ilumina, revela também o caminho de volta.
